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12/04/2012 Funilaria

Funileiro reparador de veículos

Ao longo dos últimos quinze anos, cresceu a exigência de cursos para a formação e a atualização de conhecimento dos profissionais de reparação automotiva. Isso se deve principalmente ao alto número de mudanças nos processos e nos procedimentos do setor. No entanto, é importante ressaltar que existem normas e procedimentos que se mantiveram.
 
Conforme o Código Brasileiro de Ocupações (CBO), o código do funileiro de veículos (reparação) é 9913-05. Segundo a descrição presente no documento, dependendo da região do Brasil é possível encontrar nomenclaturas diferentes para o reparador automotivo. 
 
Chapista de veículo, funileiro de automóveis (reparação), lanterneiro de automóveis (reparação), latoeiro de veículo (reparação) e soldador de veículos são alguns exemplos.
 
Já as atividades realizadas por estes profissionais são descritas da seguinte maneira: “Analisar o veículo a ser reparado, realizar o desmonte e providenciar materiais, equipamentos, ferramentas e condições necessárias para o serviço. Preparar a lataria do veículo e as peças para os serviços de lanternagem e pintura. Confeccionar peças simples para pequenos reparos. Pintar e montar o veículo. Trabalhar seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente”.
 
Para o exercício dessas ocupações, é requerido ter o ensino médio completo e um curso básico de qualificação profissional com duração aproximada de duzentas horas-aula. O pleno desempenho das atividades ocorre em um período que varia entre um e dois anos de experiência profissional.
 
Uma coisa que tenho observado é que está cada vez mais difícil a contratação de um funileiro, pois as oficinas há muito tempo deixaram de contratar ajudantes e meio-oficiais em geral, desencadeando em um futuro próximo a falta de profissionais para o setor de reparação. Outro fator também importante é que, ao longo das últimas décadas, essa classe de profissionais tem sido depreciada financeiramente, deixando de ser uma profissão atrativa. 
 
As oficinas e montadoras pensam que um aluno recém-formado em uma instituição séria já sai formado e capacitado a assumir a responsabilidade de um profissional com anos de experiência. Porém, isso não é verdade, pois é necessário que esse estudante monte um plano de carreira e, assim, aos poucos, conquiste experiência e torne-se apto a assumir cargos de maior responsabilidade. 
 
Também temos perdido muitos profissionais da reparação para as montadoras. Entre os principais fatores associados a essa migração de mão-de-obra, destacam-se a estabilidade profissional, os benefícios e a maior participação nos lucros. 
 
Como vimos até agora, não é fácil ser um funileiro, pois é necessária a busca constante de conhecimentos, além de outros fatores, como a realização de auditorias de qualidade, de meio ambiente e para seguradoras, bem como a prestação de um atendimento eficiente, capaz de fidelizar os clientes. 
 
No caso específico dos funileiros, para ter um bom resultado na reparação hoje em dia é necessário atentar à sequência no procedimento. Depois de passar por todo o processo administrativo, recepção, orçamento, liberação e outros, é primordial que o profissional tenha as informações técnicas necessárias – como tempo de reparação, ano e modelo do veículo, código de peças para conferência e comparação, entre outras. A utilização do processo correto, as consultas aos manuais de reparação do fabricante do veículo e o conhecimento das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também são pontos importantes.
 
Cada veículo exige um procedimento específico de reparo, de modo a não comprometer suas características. Não é simplesmente cortar a peça velha e soldá-la. É necessário também realizar uma série de outros procedimentos para chegar a um resultado de alta qualidade. 
 
* Graduado em Gestão de Processo Industrial e técnico em Automobilística, Luiz Fernando da Silva também tem formação em Funilaria Industrial e Automotiva. Atuou durante 14 anos como funileiro, orçamentista, recepcionista e consultor técnico. Desde 1996, é instrutor técnico do Senai de São Bernardo do Campo, onde dedica-se ao desenvolvimento de treinamentos técnicos para funileiros, tapeceiros e chefes de oficina. 
Luiz Fernando da Silva

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