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11/06/2012 Perícia de Sinistros

Como vai a saúde do seu veículo?

Utilizar a frase acima, algum tempo atrás, poderia soar um pouco estranho, mas não atualmente. Isto porque o rápido desenvolvimento da tecnologia já permite que você consiga fazer o check-up do seu “possante” de forma rápida, precisa e sem ter que desmontá-lo. 
 
Em analogia ao sistema mecânico de um veículo com o corpo humano, observou-se que o sangue que circula nas veias transporta os “aditivos” necessários ao seu bom funcionamento, assim como, infelizmente, também transporta as contaminações e os elementos indesejados pelo nosso organismo. Logo, pode-se fazer a mesma comparação com o lubrificante dos veículos, cuja finalidade é melhorar o desempenho dos sistemas mecânicos, levando os aditivos destinados ao seu bom funcionamento, como também os agentes contaminantes e as partículas metálicas nocivas, promovendo o desgaste interno e prematuro dos sistemas mecânicos. 
 
Quando precisamos detectar algum problema de saúde, logo fazemos exames sanguíneos para diagnosticar o que deve estar ocorrendo. Da mesma forma, agora podemos fazer o mesmo em um veículo a fim de sabermos as condições da sua “saúde” mecânica, recorrendo à análise do “sangue automotivo”, que é o óleo lubrificante.
 
Com um pequeno volume de óleo (cerca de 200 ml), o exame realizado permite a detecção da presença de água, que é extremamente prejudicial ao funcionamento de qualquer sistema mecânico, bem como a verificação da contaminação por combustível, já que este pode estar sendo lançado indevidamente pelos injetores, causando a desregulagem do motor, poluição e desgastes prematuros. Além disso, o exame do lubrificante permite a identificação das partículas metálicas desprendidas dos componentes internos e misturadas ao óleo.
 
Esses minúsculos fragmentos metálicos podem quantificar a intensidade do desgaste que pode estar ocorrendo no interior do motor, assim como, indicar qual o componente interno que está se desgastando prematuramente.  Como exemplo, quando há identificação de partículas de ferro, o diagnóstico apontará a ocorrência de desgastes nas “camisas” do bloco do motor. Caso a concentração seja de partículas de alumínio, o desgaste prematuro pode estar localizado na cabeça dos pistões, ou ainda, caso identificada uma quantidade expressiva de silício, o problema estará nos elementos filtrantes (filtros). Os exames realizados podem identificar até dezenove elementos químicos relacionandos diretamente com a carga de aditivos e com os possíveis desgastes dos componentes internos do sistema mecânico automotivo.
 
O Sindirepa já realizou diversas perícias e pareceres técnicos solicitados por gestores de oficinas a fim de identificar se a avaria interna do motor ou do diferencial seria decorrente de uma quebra repentina, uma montagem inadequada ou de irregularidades da peça substituída. Outra possibilidade seria um desgaste mecânico, que pode ocorrer lentamente durante o seu tempo de utilização, sem qualquer relação técnica com as outras hipóteses. 
 
Outros pedidos de perícia também aconteceram a fim de apurar a responsabilidade direta de dano mecânico em relação aos serviços realizados pela oficina, ou mesmo para excluir essa responsabilidade, ou ainda quando a oficina fica com a guarda do veículo, sendo reclamado a ela uma nova avaria, sem qualquer relação técnica com a permanência do veículo, no seu galpão. 
 
Este tipo de exame ainda pode ser interessante para identificar a relação técnica da utilização de combustíveis adulterados, na realização de manutenção preditiva e preventiva ou, mesmo, na compra e venda de um veículo, valorizando a real condição mecânica do automotor, agregando positivamente a elevação do preço negociado. O mais interessante é que o valor desse tipo de exame não deve ultrapassar a importância de R$ 80,00 (oitenta reais), sendo que o resultado laboratorial deve ser enviado entre 24h e 48h.
 
Dessa forma, graças ao avanço da tecnologia, poderemos cuidar preventivamente da saúde do nosso veículo, minimizando os riscos de quebras repentinas, valorizando esse patrimônio no momento da sua venda ou mesmo evitando a reclamações indesejáveis e sem nexo causal na área mecânica. Aliás, como está a saúde do seu veículo? 
 
*Renato Orsi é engenheiro mecânico e perito judicial. Ocupa o cargo de diretor técnico do Instituto de Avaliações e Perícias e integra organizações periciais do Brasil, Estados Unidos, Canadá, França, Bélgica, Inglaterra, Austrália e Pacífico Sul. Foi premiado nos Estados Unidos e na Inglaterra (Cambridge e Forensic Science).
 




14/03/2012 Perícia de Sinistros

Aprovado ou reprovado, eis a questão!

Por meio do artigo 5º da Resolução 282 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e das Portarias 131 e 1334, também publicadas pelo órgão, inúmeras empresas privadas receberam credenciais que lhes permitem realizar a inspeção dos números de identificação dos motores automotivos – processo necessário para que seja realizada a transferência dos veículos.

Esse tipo de inspeção não abrange testes mecânicos, elétricos ou estruturais. Análises do serviço de pintura e de funilaria também não estão inclusos. Dessa forma, o profissional encarregado de fazer essa inspeção não precisa ser engenheiro mecânico e a empresa não necessita ter vínculos com o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) ou com o Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO). Também não exige-se que o veículo seja submetido previamente a algum tipo de ultrassom ou a testes de torção e de frenagem.

Já no caso das inspeções que analisam a estrutura de um veículo e a qualidade de um reparo automotivo, a avaliação é feita por meio do ultrassom, equipamento capaz de medir a qualidade da pintura, a extensão ou a abertura do leque de tinta aplicado, o tipo de repintura adotado, a quantidade de massa plástica aplicada, as zonas de emendas e soldas, entre outros pontos. Nesse caso, porém, é fundamental que o operador deste equipamento apresente conhecimento e embasamento técnicos a fim de fazer uma avaliação correta. 

Por sua vez, a verificação do sistema elétrico automotivo exige que o inspetor responsável saiba operar os scanners de eletrônica embarcada – capazes de checar inúmeros itens elétricos e assim de minimizar a ocorrência de falhas nos componentes –, além de outros equipamentos, como osciloscópios, multímetros, endoscópios, entre outros.

Na área mecânica, inúmeros testes podem ser realizados para minimizar falhas no motor, no câmbio e no diferencial. Dentre eles destaca-se o estetoscópio eletrônico automotivo, que amplifica o som de possíveis ruídos anormais.

Outro procedimento bastante eficiente e abrangente corresponde ao exame das condições internas do motor por meio da análise técnica do óleo lubrificante presente no veículo. Este teste permite identificar, na maioria dos casos, o tipo de manutenção a qual o veículo tem sido submetido, a existência de vazamentos internos no sistema de refrigeração, a desregulagem do motor e, principalmente, a possibilidade de ocorrência de desgastes prematuros nas peças internas do motor, do câmbio ou do diferencial.

No tocante à identificação veicular, podem ser utilizados softwares específicos de decodificação, traduzindo a numeração do chassi ou do motor em parâmetros que verificam o ano da fabricação do veículo, a região, o tipo de motor, entre outras informações. Também é possível confrontar os dados eletrônicos obtidos junto às bases de dados oficiais.

As características técnicas da documentação e das placas de identificação, assim como as etiquetas de segurança e as datas dos componentes internos do veículo, também devem ser checadas. Durante a inspeção completa de um veículo, outro ponto a se observar são os itens de segurança veicular, fundamentais à circulação adequada de um automotor.

É por todos esses quesitos que, quando se fala em aprovação ou reprovação de um veículo, aborda-se uma área bastante complexa e ampla, exigindo assim que os profissionais tenham conhecimento técnico específico e embasamento bibliográfico das normas técnicas. É preciso também contar com as ferramentas específicas para o tipo de inspeção a ser realizada, de forma a obter os dados numéricos e quantitativos corretos, cujo resultado não permita um “achismo” fundamentado em uma única palavra: “reprovado” ou “aprovado”.

*Renato Orsi é engenheiro mecânico e perito judicial. Ocupa o cargo de diretor técnico do Instituto de Avaliações e Perícias e integra organizações periciais do Brasil, Estados Unidos, Canadá, França, Bélgica, Inglaterra, Austrália e Pacífico Sul. Foi premiado nos Estados Unidos e na Inglaterra (Cambridge e Forensic Science).

Renato Orsi
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